A situação do Power
Yoga:
texto extraído do fórum Yogabrasil - resposta de Eloisa
Vargas
para Adriane Farias
" Pratiquei Power Yoga em uma
academia do meu bairro e fiquei chocada com a forma como o instrutor
dava as aulas. A sala estava cheia e ele gritava ordens mais parecendo
uma aula comum de aeróbica do que Yoga. O ambiente é de academia, as
aulas acontecem junto com outras atividades, com pessoas malhando,
puxando ferros etc. Power Yoga é isto?"
Baseado
nos fluxos (Vinyasanas) de Pattabhi Jois e no rigorismo técnico de BKS
Iyengar, surge nos Estados Unidos a escola Power Yoga criada por Beryl
Bender Birch. Power Yoga evidencia a prática física através de
fluxos desafiadores que promovem alta resistência física.
Porém, o Power Yoga difundiu-se rapidamente e atingiu uma classe de
instrutores que, na sua maioria, não vem dos celeiros do Yoga e por não
dar ênfase ao caráter filosófico do Yoga clássico, acabou por
tornar-se uma espécie de ginástica que utiliza posturas do Yoga.
Embora não tendo sido criado para este fim, o Power virou alvo das
academias e transformou-se rapidamente em uma modalidade de ginástica
apenas física. Isto acontece porque alguns instrutores, sem formação
no Hatha Yoga e sem conhecimento desta filosofia, ensinam esta prática
sem o devido embasamento na tradição oriental. Diante disto, o nome
Power Yoga comercial, ficou erroneamente associado a uma prática estéril
e vazia, motivo de críticas por parte dos professores do autêntico
Yoga.
Todos os professores de Power
Yoga necessitam ser praticantes e estudantes de Yoga e conhecer
profundamente o Hatha yoga, a fonte primordial de todos os variados
estilos que compõem o Yoga moderno do ocidente. Todos os estilos estão
profundamente interligados entre si e qualquer um deles, praticado e
ensinado por um yogin, respeita as tradições e o código de ética do
Asthanga Yoga de Patanjali.
Os melhores instrutores americanos ensinam dentro destes princípios e
deixam muito claro que qualquer um destes estilos não é apenas uma ginástica
ou um esporte e sim algo que nos proporciona a busca do equilíbrio
sendo assim, uma ferramenta para o auto conhecimento. Todos estes
instrutores possuem profundo conhecimento da filosofia oriental e
aplicam e transmitem este conhecimento aos seus alunos durante a prática
não querendo isto significar que sejam necessárias aulas teóricas ou
doutrinação. Os fundamentos do Yoga, para aquele que os conhece, é
transmitido a cada momento da prática, não é teórico,
tornando-se assim, algo sempre vivo.
Este suporte, o que qualifica um bom professor, é o que produz a
intensidade e as respostas incrivelmente satisfatórias desta prática
e fazem a diferença.
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