A Inteligência Perdida
Eloisa Vargas 
9 de setembro de 1999


Todos nós, de certa forma, estamos doentes. Não é necessário estar com um mal localizado em algum órgão para se "estar doente". Estamos doentes toda a vez que estamos afastados da alegria e da felicidade porque este afastamento, é desequilíbrio e a doença é justamente a ruptura com a capacidade natural do nosso ser em se manter alegre e feliz. A ciência muito contribui para salvar e prolongar vidas mas por outro lado, nos ensinou a confiar mais nas drogas externas do que na capacidade natural interna que nosso organismo tem em se auto regenerar e curar. Perdemos a confiança nesta capacidade e por não confiar, paramos de usar e por não usar, acabamos atrofiando, perturbando, confundindo nosso corpo e inibindo a ação desta "inteligência" natural.

Sabe-se que a inteligência natural do corpo tem a capacidade de fundir um osso quebrado com tal eficiência que até hoje, nenhuma droga consegue este resultado. O corpo pode curar espontaneamente um osso quebrado e estamos acostumados com isto. Entendemos que este é um processo natural. E porque então não achamos natural a remissão espontânea de um câncer por exemplo? A cura de uma doença considerada "incurável" pela medicina é "milagre" para nós. Mas milagre é também um osso partido se auto fundir e se consertar espontaneamente. 

Por que perdemos a capacidade de regenerar outras partes no nosso corpo além dos ossos? Por que não confiamos no corpo para todas as demais doenças assim como confiamos no fato dele consertar um osso quebrado?
A resposta é simples:Porque nossas "crenças" nos impedem. Nossa crença de que isto é impossível para nós. Aprendemos a não confiar no corpo, e assim, passamos a emitir um pensamento no sentido da "não cura" ao invés de usarmos este mesmo impulso de pensamento para a cura. Este é o mecanismo. Se um ser humano, de carne e osso, igualzinho a mim consegue um "milagre", isto é sinal de que eu também posso consegui-lo! Mas, na verdade, existe uma grande diferença entre as posturas de nossas mentes. De alguma forma, pela fé, pela meditação, ou por qualquer outro processo, esta pessoa que se auto curou tem uma mente diferente da minha ou seja, esta pessoa "deu uma chance ao impossível" e assim procedendo, abriu as portas para que a inteligência natural do corpo agisse.

Para que este canal seja aberto, é necessário confiar no impossível, coisa que a nossa mente muito elaborada e analítica não permitirá sem antes passarmos por um processo de transformação que vem através do auto conhecimento. A cura reside em um local da consciência onde o pensamento não consegue penetrar. Este local é o silêncio e este silêncio, é meditação.

 
 

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