Fazer yoga e viver em Yoga 
por
eloisa vargas
9/04/2000

Sob certo ponto de vista, é correto afirmar que o 
praticante de yoga é uma pessoa diferente ( não no 
sentido de iluminação, sabedoria etc.) - É diferente porque tem 
a disciplina suficiente para investir por si só no 
processo da sua cura através do desafio a si mesmo na 
quebra de seus padrões básicos. É necessário desapego de 
crenças , exame profundo de si mesmo através do trabalho 
corporal. Você aprende a se liberar de opiniões formadas 
a respeito do próprio corpo através do ato de estar 
presente no que faz, atento e disciplinado.  

 A maioria das pessoas espera sempre respostas externas, 
gosta de se entregar nas mãos dos outros e espera 
sempre que alguém ou alguma coisa os cure. No yoga o 
processo é ao contrário. Você aprende a não depender do 
exterior, a não depender da "autoridade" externa e este 
processo é aparentemente contraditório porque vai 
contra os muitos anos da filosofia geradora dos padrões 
de pensamentos nos quais fomos educados e que
nos formaram e condicionaram dentro de certos limites. 
Alguns destes padrões afirmam, e neles cremos, que esta
tentativa de libertação da autoridade externa, ou seja, 
o estado de negação, ameaça a estrutura da personalidade 
a tal ponto que poderia levar o indivíduo à loucura. Toda a 
tentativa de libertação, seja ela qual for, tem imediatamente 
a ação das forças contrárias. A libertação de padrões de 
pensamento como ponto de partida da cura é o 
pressuposto básico do yoga. O praticante precisa ter esta
consciência e isto, vai imediatamente coloca-lo na 
"contra-mão" do que já está estabelecido e aceito por todos.
Fazer yoga é uma coisa, viver em Yoga é algo que exige muito mais.

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