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Fazer yoga
e viver em Yoga Sob certo ponto de vista, é correto afirmar que o praticante de yoga é uma pessoa diferente ( não no sentido de iluminação, sabedoria etc.) - É diferente porque tem a disciplina suficiente para investir por si só no processo da sua cura através do desafio a si mesmo na quebra de seus padrões básicos. É necessário desapego de crenças , exame profundo de si mesmo através do trabalho corporal. Você aprende a se liberar de opiniões formadas a respeito do próprio corpo através do ato de estar presente no que faz, atento e disciplinado. A maioria das pessoas espera sempre respostas externas, gosta de se entregar nas mãos dos outros e espera sempre que alguém ou alguma coisa os cure. No yoga o processo é ao contrário. Você aprende a não depender do exterior, a não depender da "autoridade" externa e este processo é aparentemente contraditório porque vai contra os muitos anos da filosofia geradora dos padrões de pensamentos nos quais fomos educados e que nos formaram e condicionaram dentro de certos limites. Alguns destes padrões afirmam, e neles cremos, que esta tentativa de libertação da autoridade externa, ou seja, o estado de negação, ameaça a estrutura da personalidade a tal ponto que poderia levar o indivíduo à loucura. Toda a tentativa de libertação, seja ela qual for, tem imediatamente a ação das forças contrárias. A libertação de padrões de pensamento como ponto de partida da cura é o pressuposto básico do yoga. O praticante precisa ter esta consciência e isto, vai imediatamente coloca-lo na "contra-mão" do que já está estabelecido e aceito por todos. Fazer yoga é uma coisa, viver em Yoga é algo que exige muito mais. |
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