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O texto abaixo cogita a natureza holográfica do nosso cérebro , assunto
mencionado em aula.
São dados para reflexão. Imaginem que os antigos yogues já sabiam destas
coisas quando afirmavam que toda a informação que precisamos está
disponível através do que eles chamavam de “akasha” e que é um grande
banco de dados que podemos acessar através de um “pedacinho” de
informação. Isto nos possibilita acesso a conteúdos inimagináveis,
coisas que nunca estudamos mas que estão disponíveis. Isto explica o “
por que sabemos o que sabemos se nunca ninguém nos ensinou isso?” A
genialidade possivelmente se baseia nisso.
HOLOGRAMA
Holografia é uma forma de se
registrar ou apresentar imagens em três dimensões. Foi concebida
teoricamente em 1948 pelo húngaro Dennis Gabor, ganhador do Prêmio Nobel
de Física em 1971, somente executada pela primeira vez nos anos 60 após
a invenção do laser. É utilizada pela física como uma sofisticada
técnica fotográfica, de análise de materiais ou de armazenamento de
dados.
O nome holografia
vem do grego HOLOS: todo, inteiro; e GRAPHOS: sinal, escrita, pois é um
método de registro "integral" com relêvo e profundidade. Os hologramas
possuem uma característica única, cada parte deles possui a informação
do todo. Assim um pequeno pedaço de um holograma terá informações sobre
toda a imagem do mesmo holograma completo, ela será vista na íntegra,
mas a partir de um ângulo estreito. A comparação pode ser feita com uma
janela, se a cobrirmos deixando um pequeno buraco na cobertura
permitiremos a um espectador continuar enxergando a paisagem do outro
lado, de um ângulo muito restrito mas ele ainda verá toda a paisagem
pelo buraco.
Este conceito de
registro "total" onde cada parte possui informações sobre o todo é
utilizado em outras áreas, como na neurologia, neurofisiologia e
neuropsicologia para explicar como o cérebro armazena as informações ou
como nossa memória funciona.
Recentemente, o físico Dr. David Bohm, em
seu livro The Implicate Order, disse que as leis físicas
principais não podem ser descobertas por uma ciência que tenta dividir o
mundo em partes. Ele fala numa “ordem envolvida implícita” que existe
num estado não-manifesto e é o fundamento sobre o qual repousa toda a
realidade manifesta. À
realidade manifesta ele chama “a ordem desenvolvida explícita”.
“Vê-se que as partes estão em conexão imediata, na qual suas relações
dinâmicas dependem, de maneira irredutível, do estado de todo o sistema
. . .
Desse modo, somos levados a uma nova noção
de completitude indivisa, que nega a idéia clássica de que o mundo é
analisável em partes que existem separada e independentemente.”
Assevera o Dr. Bohm que a visão
holográfica do universo é uma base avançada para se começar a
compreender a ordem envolvida implícita e a ordem desenvolvida
explicita. O conceito do holograma sustenta que cada pedaço representa
exatamente o todo e pode ser utilizado para reconstruir o holograma
inteiro.
Em 1971, Dennis Gabor recebeu um Prêmio Nobel por haver construído o
primeiro holograma, uma fotografia sem lente em que um campo de ondas de
luz disseminada por um objeto era registrado como padrão de
interferência sobre uma chapa. Quando se coloca o holograma ou o
registro da fotografia num laser ou num raio de luz coerente, o padrão
original de ondas se regenera numa imagem tridimensional. Cada pedaço do
holograma é uma exata representação do todo e reconstruirá a imagem
inteira.
O Dr. Karl Pribram, renomado investigador do cérebro, durante um decênio
acumulou provas de que a estrutura profunda do cérebro é essencialmente
holográfica. Afirma ele que a pesquisa de muitos laboratórios, por meio
de análises sofisticadas de freqüências temporais e/ou espaciais,
demonstra que o cérebro estrutura a vista, a audição, o paladar, o
olfato e o tacto holograficamente. A informação é distribuída por todo o
sistema, de sorte que cada fragmento produz a informação do conjunto. O
Dr. Pribram utiliza o modelo do holograma para descrever não somente o
cérebro, mas o universo também. Diz ele que o cérebro emprega um
processo holográfico para absorver um domínio holográfico que transcende
o tempo e o espaço. Os parapsicólogos têm procurado a energia capaz de
transmitir a telepatia, a psicocinese e a cura. Do ponto de vista do
universo holográfico, esses eventos emergem de freqüências que
transcendem o tempo e o espaço; não precisam ser transmitidos.
Potencialmente simultâneos, estão em toda parte.
do livro
Hands of Light -
A Guide to Healing Through the Human Energy Field
autor: Barbara Ann Brennan
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